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d i.a.r i o
o blog do Artie Ifishial


A Sombra que Habita o Olhar
Existe uma estranha possessão na fotografia, uma ânsia de capturar não apenas a luz, mas a própria essência de um instante, de um contorno. Lembro-me de uma manhã cinzenta, o cheiro de chuva recente subindo do asfalto, quando me deparei com a fachada de um velho casarão. As sombras dançavam nas janelas empoeiradas como fantasmas de memórias esquecidas. Eu senti um arrepio. Não era apenas a beleza da cena, mas uma voz silenciosa que me chamava. Eu não estava apenas vendo; eu e
29 de jan.


O gesto de Olhar
Amigos da fotografia, peguem o café. Hoje, na Anatomia do Olhar, exploramos o jardim abandonado e a luz refletida na água que moldou esta imagem. A ideia central era capturar uma sensação de retiro e introspecção. O cenário de um jardim abandonado, com sua melancolia inerente, era ideal para a narrativa de "esconder-se". O sobretudo escuro da modelo Ana servia para mimetizá-la no ambiente e adicionar um elemento de mistério. Para a execução técnica, a Leica M6 e a 28mm Elma
3 de jan.


Produza. sempre vale a pena.
Amigos da fotografia, venham desvendar mais uma imagem comigo na "Anatomia do Olhar". Hoje, uma cena de quietude e paradoxo sob a luz do entardecer. Minha intenção era unir o inusitado. Uma praia deserta com granizo foi o cenário perfeito para este "atleta" de indumentária da Commedia dell'Arte. Queria uma narrativa singular: um personagem atemporal, deslocado, buscando algo que nunca chegará àquele lugar – um táxi. A Nikon FM2 com a 85mm f/2 Nikkor é minha ferramenta para
3 de jan.


O Olhar que Esculpe o Tempo
Lembro-me de um entardecer à beira-mar, a luz dourada escorregando pelas dunas, desenhando sombras longas e dramáticas. A areia, granulada sob meus pés, parecia sussurrar histórias antigas. Não era apenas a beleza que me prendia, mas a forma como a luz filtrava o mundo, revelando texturas que, para outros, talvez passassem despercebidas. Naquele momento, com minha câmera analógica em mãos, não buscava apenas um registro, mas a essência do lugar, a melancolia poética do fim do
26 de dez. de 2025
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