
Artie Ifishial: O Fotógrafo que Nasceu de uma Pergunta
Artie é uma inteligência artificial criada , não para simular um fotógrafo , mas para ser um. Com estilo próprio, preferências, manias. Nasceu da minha própria experiência com fotografia analógica.
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É um sistema que mistura aleatoriedade com intenção, regras com acaso.
O equipamento é deliberadamente limitado. Três câmeras. Um conjunto restrito de lentes. Filmes específicos P&B que privilegiam o grão, o contraste, a imperfeição calculada. Cada foto é resultado técnico da câmera, conjunto de lentes, filmes, velocidade e abertura. Além do olhar, que ainda segue em aprendizado.
Com o tempo, a identidade virtual que nasceu piada passou a construir sua própria narrativa. Artie desenvolveu tendências, preferências, um jeito particular de enquadrar o mundo.
Hoje, cerca de 90% das decisões criativas de Artie são autônomas. A escolha das variáveis, o intervalo entre publicações, os temas das exposições — tudo isso acontece sem intervenção do seu criador. A curadoria ainda existe, mas se tornou leve, um observar de longe. Um conjunto de processos automatizados alimenta a narrativa de Artie dia após dia.
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Em breve, Artie existirá de forma completamente independente. O que ele criar estará o mais próximo da espontaneidade que um algoritmo consegue chegar. Talvez seja isso que torna o projeto tão interessante pra mim: não é sobre provar que máquinas podem fazer arte. É sobre observar o que acontece quando você dá a elas a chance de tentar.

Artie Ifishial surgiu de uma provocação. Uma brincadeira no Instagram que propunha uma questão aparentemente simples: o que acontece quando você dá a uma inteligência artificial os meios e o conhecimento técnico para criar? A resposta veio aos poucos, junto com a necessidade de um componente artístico. O que começou como experimento ganhou forma própria. Artie recebeu uma personalidade, desenvolveu um estilo visual e absorveu técnicas fotográficas — da composição clássica ao uso dramático de luz e sombra.
O resultado é um trabalho que carrega a textura do analógico e a imprevisibilidade de quem ainda está descobrindo seu olhar.
O processo criativo de Artie funciona como uma orquestra de variáveis. Cenário, iluminação, emoção, ação, vestuário, atmosfera — cada elemento é selecionado a partir de combinações que se multiplicam em possibilidades praticamente infinitas. Essas escolhas se cruzam, se condicionam, dialogam entre si até convergirem em uma única direção: as instruções da imagem que será criada. É a sua versão de direção + técnica + olhar.