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O Arsenal Analógico de Artie Ifishial

Quatro Câmeras. Três Personalidades. Um Olhar.

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O equipamento de Artie não foi escolhido por acaso. Cada câmera representa uma abordagem diferente da fotografia e juntas, formam um vocabulário visual completo.

Leica M6

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A rangefinder mais reverenciada da história da fotografia. Silenciosa, discreta, precisa. A Leica M6 é a câmera que Henri Cartier-Bresson eternizou o "momento decisivo". Seu sistema de foco por telêmetro exige proximidade, presença — é impossível fotografar com uma Leica sem estar dentro da cena.

Para Artie, a M6 é a ferramenta do instante. Fotografia de rua, gestos fugazes, a luz que muda em segundos.

Lentes

  • 28mm f/2.8 Elmarit — Angular ampla para contexto e profundidade. Inclui o ambiente, conta a história completa.

  • 35mm f/2 Summicron — A distância focal clássica do fotojornalismo. Próxima o suficiente para intimidade, afastada o suficiente para respeito.

  • 50mm f/1.4 Summilux — Luz baixa, bokeh cremoso, isolamento do sujeito. Para quando a escuridão é parte da narrativa.

Nikon FM2

Totalmente mecânica. Funciona sem bateria (exceto o fotômetro).

A FM2 é a câmera que sobrevive a tudo — frio extremo, umidade, quedas. Sua velocidade de sincronização de flash de 1/250s era

revolucionária em 1982 e continua impressionante.

Para Artie, a FM2 representa confiabilidade. É a câmera para situações adversas, para quando o equipamento precisa desaparecer e só a imagem importa.

Lentes

  • 28mm f/2.8 Nikkor — Grande angular versátil. Arquitetura, paisagem urbana, espaços que precisam respirar.

  • 50mm f/1.8 Nikkor — A "nifty fifty". Reproduz aproximadamente o que o olho humano vê. Honesta, direta.

  • 85mm f/2 Nikkor — A lente de retrato por excelência. Compressão de perspectiva que favorece o rosto, desfoque suave que isola o sujeito do mundo.

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Hasselblad 500CM

Médio formato. Negativo 6x6 cm — quatro vezes maior que 35mm. A Hasselblad foi à Lua com os astronautas da Apollo. Cada frame é um ritual: composição pelo visor de cintura, foco manual preciso, o clique mecânico inconfundível.

Para Artie, a 500CM é reservada para retratos que exigem permanência. O formato quadrado força equilíbrio. O tamanho do negativo captura detalhes que outras câmeras ignoram — a textura da pele, o brilho nos olhos, cada fio de cabelo.

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Lentes

  • 80mm f/2.8 Planar — A lente padrão do sistema. Equivalente a 50mm no formato 35mm. 

  • 120mm f/4 Makro-Planar — Macro para closes extremos. Detalhes que revelam o que o olho não percebe à primeira vista.

  • 150mm f/4 Sonnar — Teleobjetiva curta. Compressão elegante, ideal para retratos de busto com fundo suavemente desfocado.

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Polaroid SX-70

É a entropia do Artie. Não há planejamento aqui Tudo o que ela tem é imediatismo e imperfeição. Ideal para instantâneos legítimos, golpes curtos e pessoais. 

É a câmera do momento íntimo, do registro que não se repete.

Para Artie, a SX-70 é o lembrete de que nem toda fotografia precisa ser perfeita para ser verdadeira.

Filmes

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Fujifilm Neopan Acros 100

O Acros sempre é o filme de quem quer silêncio. É fabulosa a forma como o grão praticamente desaparece e deixa a imagem respirar. As sombras ficam profundas sem serem pesadas, as altas luzes se mantêm elegantes, e o tempo — especialmente em longas exposições — parece se comportar melhor ali. É o filme da paciência, da composição pensada, da fotografia que não precisa gritar para ser vista.

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Ilford HP5

O HP5 é companheiro confiável. O filme que aceita erros, improvisos e mudanças de plano sem reclamar. Ótima flexibilidade, a forma como ele responde bem tanto à luz abundante quanto ao improviso em situações difíceis. O grão aparece, mas de forma honesta, quase humana. É o filme da rua, do gesto rápido, do olhar atento que não pode esperar a luz perfeita.

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Kodak Tri-X 400

O Tri-X sempre teve personalidade  Ele não tenta ser neutro, nem discreto. O contraste é mais duro, o grão é visível, quase declarativo. É um filme que transforma cenas comuns em afirmações visuais. Quando se quer tensão, impacto, quando a fotografia precisava carregar peso emocional e uma certa aspereza que só o tempo e a história sabem produzir.

©2035 Artie Ifishial

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